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Apelo.

Outubro 24, 2009

Não sei se os homens sabem, mas mulher, no banheiro do trabalho ou da balada, tem mania de fazer xixi em pé. É por uma questão de higiene, digamos assim.
O grande problema, é que ainda existem as que fazem sentadas no vaso, como manda o figurino. Daí, a hora que essas vão sentar, encontram o assento respingado da urina da mulher que ficou com nojo de sentar e não ergueu a tampa.
Nós vencemos uma guerra fazendo com que os homens erguessem a tampa para urinar, estamos na segunda batalha pra que eles abaixem quando terminem, agora nós temos que ensinar para nossas companheiras, que mirar no buraco do assendo, com as pernas arqueadas, se apoiando nas paredes do banheiro, não é tarefa fácil. Sendo assim, meninas, ergam a tampa. Deixem só o vaso sujo, pra que deixar o assento também? Ainda existe quem não tem cordenação motora suficiente para fazer xixi em pé.
É uma verdadeira maratona ir em banheiro de balada (na maioria, nojentos por natureza). Você chega lá, já no ápice da bexiga cheia, espera na fila. Quando uma ‘casinha’ libera, você tem que limpar o assento, se tiver sorte, tem aqueles papéis que cobrem o assento, daí você pega um, abre e tenta encaixá-lo da melhor maneira possível, para então sentar e aliviar.
Depois de tudo isso, fica o apelo: Mulher, você que faz xixi em pé, erga a tampa!

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Tô de greve.

Outubro 1, 2009

Sexta-feira os bancos entraram em greve, na segunda, os correios saíram (posso estar errada com as datas exatas, mas foi mais ou menos quase isso).
Greve é um direito, já me lembraria meu ex-professor de sociologia e o atual de antropologia. Não discordo, mas como estudante de Marketing e consumidora/cliente, acho que o foco de qualquer instituição, privada ou estatal, devia ser o consumidor/cliente.
Durante a greve dos bancários do ano passado, eu estava trabalhando em um banco público como telefonista. Eu era terceirizada, portanto, não fazia parte da greve, pelo contrário, era quem aguentava os clientes xingando os bancários que estavam em greve e mais, era eu quem selecionava quem podia ser atendido ou não pelos funcionários que foram trabalhar. Eu tive medo de apanhar.
Greve é um direito? É. Mas porque os prejudicados são aqueles que pagam o salário de grande parte desses grevistas?
E se nós saíssemos de greve um dia somente? Se todo mundo tirasse seu dinheiro do banco ou se parasse de usar os serviços do correio por somente um dia? Muito trabalhador ia ficar apavorado.
Não sei. Eu tento entender esse lado social, mas eu não consigo parar de pensar nos transtornos que eu tenho por causa dessas greves.
Um dia eu vou parar pra conversar com meu ex-professor de sociologia e atual amigo sobre isso. Ah, vou.

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Meus cinco minutos de fama.

Agosto 29, 2009

Depois de tanto dizerem que eu escrevia coisas engraçadas, eu achei que eu podia realmente ser engraçada e fui tentar minha vida num circo palco à lá stand up comedy. Escrevi um texto, combinei com um grupo de Campinas (Limão com gelo) e fui.
Fiz o texto em um fim de semana, não fiquei relendo, eu realmente conhecia o que eu tinha escrito.
Nenhuma das minhas amigas quiseram ir, uma porque era caro, outra porque tinha aula, outra porque não tinha com quem ir. Foi meu namorado, o chefe e um amigo dos dois.
A casa não encheu, mas também ficou longe de estar vazia. Eu era a ‘open mic’ da noite. Isso quer dizer que eu era uma pessoa sem experiência no assunto, porém corajosa, que ia subir no palco e tentaria ser engraçada.
Chegou a minha vez, o ‘mestre de cerimônia’ (chique, né?) da noite me chamou, e eu entrei travada. Eu não sabia o que fazer com as mãos, porque afinal, só uma segurava o microfone. Eu olhava pras pessoas e elas riam, mas tinha um gordo, que na vez dos outros ria gostoso das piadas mais sem graça possível, e eu não ouvia a risada dele enquanto eu falava, em momento nenhum. Isso me deixou preocupada.
Parecia que o tempo voava, que as outras pessoas tinham falado durante 20 minutos e que meu texto de 5, tinha durado 4.
Acabou, eu sai tremendo e suando. O gordo era o próximo a se apresentar, por isso que eu não o encontrava na platéia, ele já estava nos bastidores, então, eu não tinha como ouvir a risada dele.
Já fora do palco, vieram me elogiar, que minha voz tinha saído clara e que eu tinha conseguido ser engraçada. Meus amigos, claro que disseram que haviam gostado, até porque eles estavam lá para isso. No fim da noite, uma psicóloga ainda veio conversar comigo sobre o que eu tinha falado!
Enfim, eu queria fazer denovo, só pra ver se eu melhorava. Se sim, eu seguia carreira, se não, eu ficava só com o blog mesmo. Porque pelo menos assim, se as pessoas realmente riem ou não, eu também não tenho como ouvir.

Obs: Sim, minha apresentação foi filmada por um celular, e não, não vai parar no youtube.
Eu posto o texto aqui. Um dia.

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O azar da degustação.

Agosto 25, 2009

Eu nunca tinha usado a expressão ‘quando urubu tá com azar, o debaixo caga pra cima’ pra falar de comida ou bebida, mas não deu pra segurar.
Eu consegui em uma semana ter três vontades, e consegui também não satisfazer nenhuma! Ou melhor não conseguiram. E pior, tudo isso foi em um único fim-de-semana.
Sexta-feira, saindo da faculdade, deu uma vontade de comer pizza. Mas a pizza de uma determinada pizzaria. Cheguei no restaurante e a atendente diz que se eu quisesse levar pra comer em casa, ok, mas que eu não podia comer lá. Tá bom. Acho que eu não me expressei bem. Eu não só queria comer pizza, como não queria comer em casa (minha casa, aliás, é um capítulo a parte). Virei as costas e fiquei com vontade.
No sábado, procurando no Veja Campinas um bar novo pra ir, achei uma choperia alemã. No cardápio de cervejas, achei uma tal que eu só bebia na região que eu morava na Alemanha, mais a weissbier (aquela tal, de trigo), que explicava o paladar da cerveja da mesma forma que eu descreveria. Deu água na boca. Combinei com o pessoal, e fomos.
Lugarzinho agradável, ambiente legal, música ao vivo. Na hora de pedir, eu não tive nem dúvidas, manda uma Köelsh pra mim e uma weiss pro meu namorado, dai a gente vai revesando. Sabe a resposta da garçonete? Que não tinha nenhuma dessas duas, se a gente quisesse tinha que ser uma das 3 outras: um chop claro, um escuro e um sujo. Tipo, como assim, uma cervejaria alemã sem cerveja? Como ficava chato levantar e ir embora, tomamos o claro aguado, o escuro aguado e o sujo com gosto de manteiga.
Eu volto um dia, mas antes ligo antes perguntado se tem cerveja.
Pra terminar, no domingo inventei que eu queria comer a cebola no apple bee’s (quero deixar claro que eu nunca cito nomes, mas como se eu só falasse cebola ia passar na cabeça da geral o nome Outback, achei melhor não difamar o lugar errado), que claro, também não tinha.
Depois de tudo isso, eu decidi que eu não vou ter mais vontade de nada, vou influenciar às pessoas a terem as minhas vontades, porque não é possível, a uruca é minha!

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Saindo do armário

Julho 9, 2009

Vou tirar minha armadura, deixar de lado o papo de ser auto-confiante e auto-suficiente, e gritar aos quatro ventos que eu queria ser filha de pai rico: poder sair com o cartão de crédito dele, não ter que trabalhar pra pagar o aluguel e poder acordar às 10 da manhã de segunda à sexta. Ter de rotina só a faculdade.
Mas não, sou filha de pai pobre, faço conta pro dinheiro aguentar até o fim do mês, acordo cedo de segunda à sexta e deixei de ser ‘poliana’ faz um tempo.
Eu gosto da minha vida, com as responsabilidades e liberdades, eu só queria que tivesse um pouco mais de conforto e mordomia.
Respira fundo, veste a armadura de novo e vamos lá:
Morar sozinha é bem legal.

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Eufemismo

Junho 19, 2009

Segundo a minha sogra:
Não é que eu sou gorda, eu sou é educada. Alguém oferece e eu aceito. Por educação claro.

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Essas coisas de moleques, parte dois

Abril 23, 2009

Eu já disse que eu estudo em malhação? Pois é. Eu estudo em malhação, mas uma versão universitária da novelinha da globo.
É cheio de gente bonita em clima de zueira e azaração.
Eu sou uma das pessoas mais velhas da sala, e das mais pobres também. Tem um cara de 26, uma menina de 28 (que tem cara de 18) e eu, de quase um quarto de século, como andaram dizendo por aí.
Muitos dos alunos saíram do colégio direto pra faculdade (o cara de 26 está na segunda graduação e a menina de 28 tem uma filha de 4 anos no meio do caminho), então, digamos assim, ainda tem muita gente também em clima de colégio.
Ainda tem bilhtinhos com alguma caricatura maldosa que rola pela sala; tem piada de mal gosto, tem muita brincadeirinha e assim por diante.
Dia desses eu fiquei sabendo que um menino (que só está fazendo faculdade por que a mãe mandou), com quem eu nunca tive problema nenhum, pelo contrário, até tinha simpatia, me chamou de chata. Perguntou para uma das meninas que andam comigo, como elas conseguiam me aguentar, sendo eu tão chata. Na hora que ela me contou, minha primeira reação foi dizer que aquele comentário era insignificante pra mim. Men-ti-ra. Perdi metade da aula tentando lembrar o que eu tinha feito para ele me achar tão chata. Não lembrei de nada. Cheguei a conclusão que deviam ser meus comentários em sala, que nunca são poucos.
Daí eu comecei a reparar que os garotos da classe meio que tem medo de mim. Eles chegam e cumprimentam minhas amigas com beijo no rosto, conversam com elas e tudo o mais. Pra mim, eles acenam de longe!
Eu sei que eu já passei da idade deles, conheço mais coisas que alguns, mas esse tipo de exclusão me encomodou. Azar o deles.

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Sad, but is truth

Março 20, 2009

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Eu descobri que eu tenho cara de rola. O nariz é o pau, as buchechas são as bolas.

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Essas coisas de moleques.

Março 17, 2009

Sabe quando você é adolescente, está cansado do seu pai e da sua mãe e promete para si que vai sair daquela casa o mais rápido possível e vai morar sozinho, ter seu próprio canto? Pois bem, eu acho que meu namorado não passou por essa fase.
Ele divide um apartamento de dois quartos com mais três outros caras, em breve serão em 5, ao todo. E ele gosta.
Tá certo, tem uma fase da vida que é melhor viver no rock and roll, mas já foram os 4 anos de faculdade morando em república, e agora ele está no segundo ano sem faculdade, porém com trabalho, em república.
Eu juro que não entendo.

Talvez, na verdade ele nem gosta tanto assim, mas a idéia, de que agora que eu estou morando pela primeira vez em 3 anos na mesma cidade que ele, o assusta.
Outro dia eu estava conversando com uma amiga, e ela perguntou se ele ainda tinha necessidade financeira de dividir o apartamento com tantas pessoas. Eu respondi que não. O que ele não quer, é dividir um apartamento COMIGO.

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A ptimeira vez…

Março 17, 2009

Eu e meu namorado íamos para São Paulo fazer compras no sábado. No domingo eu iria para a casa da minha prima, onde moraria durante o semestre, ou seja, precisávamos de um lugar para dormir no sábado. Com, espaço, só para nós. Optamos por um motel, os dois nunca tinham ido, juntaríamos o útil ao agradável, a necessidade ao prazer. Pelo menos era essa a intenção.
Antes de sair de casa, minha vó perguntou onde dormiríamos no sábado, como não dava para mentir sobre dormir na casa de parentes, já que ela ligaria pra contar que estava chovendo, ou que não estava, falei a verdade: vó, vamos dormir em um motel.
Saímos de Limeira (onde o boyfriend morava) antes das 6 da manhã, fomos para SP. Batemos 25 de março e mais um monte de ruas do centro. Andamos, não comemos, cansamos e às 5 da tarde já tínhamos terminado. Porém, era cedo demais para o pernoite do motel. Fomos pra casa da minha outra vó que mora em Santo André, matamos o tempo, depois fomos para um motel que tinha perto da minha faculdade, e os preços eram em conta (pesquisa em site). Tinha uma fila enorme para entrar, e ia demorar duas horas para que pudéssemos usar o quarto, estávamos tão cansados que quase dormimos no carro. Decidimos pagar mais caro e fomos para outro motel.
Cena de cinema: hidro, sauna, espelho no teto, teto retratil. Quase morri sufocada na sauna, no dia seguinte descobri que o teto retratil aberto dava visão a construção de um supermercado com direito a peões de obra fazendo a laje, a hidro era boa, mas mal usamos. Estávamos tão cansados que dormimos. No dia seguinde acordei com o telefonema da minha prima, a tal onde eu moraria, me perguntando em qual ‘M’ eu estava. Sabe como é família….
Meio-dia saímos do ‘M’ totalizando 5 minutos na sauna assassina, 30 na hidro chata de encher, 2 com o teto aberto, e 10 horas de cama: 9:50 dormindo e os outros 10 minutos fazendo o que quem vai a um motel tem que fazer.