Posts de Setembro, 2008

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Cuidado, ela morde.

Setembro 29, 2008

OK, eu confesso, mulher é um bicho complicado (acho que a colocação correta é: ser humano é um bicho complicado, mas vamos lá). Concordo também que devia vir com manual de instruções, mas é fato que não daria certo. O que seria sugerido na fase da TPM? Mantenha distancia? Dai a mulher fica puta porque o cara sumiu. E assim a briga vai longe.

Enfim, o porque da minha conclusão de HOJE que mulher é um bicho disgracento e que faz de tudo pela elevação do ego:

- Oi, falei com seu ex-namorado esse fds.

- Han?

- É eu tava num bar, dai a gente tava conversando.

- Ai credo, mas como vc sabe que ele é meu ex-namorado?

- Ah, ele falou e aliás, falou muito bem de você.

- (com a maior cara de nojo do mundo) Eeeeeca, mas como chegou no meu nome?

- Eu disse que trabalhava no banco, ele perguntou se você ainda tava trabalhando lá.

- Irrrrrc, mas o que ele falou de mim?

- Ah, fez um monte de elogios disse que você era muito gente boa, que vocês namoraram três anos, que ele gostava de você pra caramaba.

- É, até ele me trocar por uma cara de coruja.

Eu namoro, sou a-pai-xo-na-da, não me interesso por esse tal ex, mas quis saber toda a conversa, porque falava bem de mim. Hua, vai entender.

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De grão em grão…

Setembro 29, 2008

Bom, digamos que a diarréia do urubu terminou… ele tem apenas um leve desconforto intestinal agora.

Mais um emprego temporário e esse eu pensei pra pegar. Me ofereceram a vaga de faxineira no banco que eu já fiquei no lugar do recepcionista e do telefonista. Mais uma vez para cobrir férias.

Sabe, incomoda ouvir o termo faxina, quando o emprego é pra você. Com muita sinceridade, ta longe de ser o que eu sonho pra mim. Porra, eu tenho 23 anos, arranho bem no inglês e melhor ainda no alemão e a vaga que me oferecem é a de faxineira. E a vaga é TEMPORÁRIA.

Dai depois do meu nojo, do tipo de pessoa que come presunto e arrota peru, bateu a consciência realista. OK, eu tenho 23 anos, arranho no inglês e melhor ainda no alemão e estou desempregada, com a conta quase zerada. Grandes merdas minha idade e meus idiomas adjacentes.

A partir de amanhã sou faxineira, ainda não com tanto orgulho mas no final do mês com a conta mais longe do zero. Vai ser com certeza uma lição de humildade pra mim e pelo visto, lição que eu tava precisando.

Diz o ditado que se começa de baixo… Pois é, gerentes também tiram férias. Hua.

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Quando urubu tá com azar…

Setembro 24, 2008

… o de baixo caga pra cima, já dizia uma amiga da faculdade.

Da minha capacidade de não conseguir empregos (ou da falta de, para conseguir um):

Essa semana fez oito meses que eu estou no Brasil (1- sim, eu sou deprimente e conto aniversário de meses de quanto tempo faz que eu voltei; 2- sim, eu sou deprimente e acho que o tempo está passando muito rápido esse ano. Aliás, já tem alguns anos que eu acho que o tempo passa rápido), e desde que voltei, enviei cerca de 100 curriculuns e tive 3 empregos, quase 4. Todos temporários.

Dois deles foram em uma floricultura. A primeira vez na época do dia das mães, a segunda, na época do dia dos namorados. Outro foi em um banco. Entrei cobrindo doença, fui cobrir férias e estendi mais quatro dias porque o pai de uma funcionária morreu e ela saiu de licença. Nessa brincadeira de banco, fiquei quase dois meses.

Agora o 4°, o que foi quase um emprego, é uma história a parte.

Em uma das minhas enviadas de curriculum, fui selecionada para uma loja feminina de roupa de festa. O salário até que não seria ruim. A loja era nova, nem tinha sido inaugurada ainda. Então, eu e as outras duas meninas selecionadas, fomos no primeiro dia para conhecer e limpar a loja. No fim do dia a dona disse que como tínhamos adiantado bem as coisas, precisávamos voltar só 3 dias depois, no dia que a loja de fato abriría. Estava animada e cansada, já que naquele dia tinha feito uma faxina pesada. No dia seguinte, a secretária, a mesma que tinha me entrevistado e selecionado, me ligou e me demitiu :O. O motivo? O santo da dona da loja não tinha batido com o meu. Depois de ficar muito puta, bateu o lado ‘Poliana’ e eu cheguei a conclusão de que nem seria bom trabalhar com alguém assim, tão… tão idiota sem profissionalismo.

Fora isso, eu já perdi empregos por trocar a entrevista em inglês, por alemão, já respondi perguntas muito idiotas com respostas mais idiotas ainda e assim a fora.

No ultimo dia do ultimo emprego, o do banco, me ligaram oferecendo uma vaga, para o mesmo banco, mas em outra agência, começando no dia seguinte. Nossa… achei que a sorte ainda estava do meu lado. No fim do expediente liguei para um funcionário dessa outra agência, que mora na mesma cidade que eu, pra já esquematizar uma carona. Foi quando ele disse que a vaga já tinha sido preenchida. Ou seja: se eu não ligo, a empresa terceirizada que tinha me garantido a vaga não teria me ligado e eu tinha perdido meu tempo, mais uma vez.

Faz duas semanas que eu tô de férias-permanentes-por-falta-de-opção, denovo, mas como acredito em Deus, nos ditados populares e em Gilberto Gil, acho que depois da chuva vem o arco-íris e ‘andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar’.

É, eu sou clichê, mas na hora do desespero, quem não é?

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SaudadeX – e não se trata de miguxês.

Setembro 22, 2008

Foi impossível viajar para o Rio e não comparar com São Paulo. Começou no ônibus, e cariocas que me perdoem… A cidade à primeira vista era bem feinha e fedia, como fedia. Daí na rodoviária, enquanto esperávamos nossa guia da Paraíba (?) fomos tomar café da manhã na mesma rede onde comemos antes de sair de Campinas. Lá é mais caro, acho que bem mais caro, aliás. Nossa guia chega, minha melhor amiga, que reconhece primeiro meu namorado, do que a mim. O detalhe é que ela só tinha o visto uma vez na vida. Foi aí que eu comecei a me preocupar. Tá, brincadeira, ela também gosta de nerds, mas eu prefiro os que tem protuberância abdominal, ela, os magrelos.

Pegamos ônibus, o cobrador chama ‘trocador’, a catraca fica do lado contrário (aqui em SP, nas cidades por onde eu já andei de ônibus, a catraca fica do lado esquerdo e lá, no lado direito), mas se dá sinal da mesma forma e se entra pela porta da frente e desce na de trás, como aqui.

No caminho para a casa de quem ia nos hospedar, passei no banco, porque o dinheiro que ia pagar a minha viagem ainda não tinha caído. Xinguei a máquina e contei o que tinha acontecido para namorado e amiga paraibana. O namorado entendeu, a amiga paraibana não entendeu o ‘caído’ e disse que para ela era ‘entrado’. Depois o pai da carioca, outro carioca, disse que meu dinheiro ainda não tinha batido na minha conta.

O calor era infernal e eu sou caipira, do mato, era o único dia que a previsão garantia sol: praia.

A areia da praia é tão fofa, mas tão fofa que só da graça caminhar nela nos primeiros 5 minutos, cansa muito, depois disso tem que pular pro calçadão, o que me faz entender porque esse bendito é tão famoso! E a água do mar? Ah, a água do mar… Eu particularmente achei mais salgada, juro. E é azul de verdade, perdeu até a graça ir para o litoral de São Paulo que a cor da água beira entre cinza e marron. Também é mais fria, o dia todo. Esquenta nem com reza brava. Uma coisa que eu não vi, foi farofa. Sabe a nossa mania paulista de levar caixa de isopor com cerveja, lanche e todo o resto? Pois então, vi não. Os vendedores tem de monte. Mas vai destaque para biscoito de polvilho e mate gelado, saindo de caixas térmicas com torneirinha. Falando em ambulantes, meu Deus, como enchem o saco! E tem de tudo. Tinha quem vendia cangas, camisetas, bonés, copos, comida (claro), os que chegavam com um grupinho de pagode, tocavam um pouquinho depois viravam o pandeiro para pegar o dinheiro. Da próxima vez eu vou com a camiseta do corinthians, para perceberem que eu sou paulista e pobre.

Mas o melhor ocorreu sábado a noite. Mesmo com preguiça, fomos ver como era a ‘night’ carioca (lá não se fala balada, em hipótese nenhuma). Uma e meia da manhã em um ponto de ônibus, mas mesmo assim, a rua não fica deserta e até que tem um movimento bem considerável, 90% eram táxis, aliás, quanto táxi, aqueles amarelinhos com uma faixa azul! O trânsito do Rio é caótico durante todo o dia, e depois de esperar por meia hora, achei que ia ser sossegado para chegar até a Lapa de ônibus, já que àquela hora o movimento era menor. Ledo engano. De fato, o trânsito era inexistente, mas o motorista era insano. Eu não sabia que os R$ 2,10 da passagem incluia o pacote com emoção. Mas eles estão acostumados com isso.

Dai, na Lapa:

Um dia, dois amigos disseram, que uma terceira amiga tinha cara de ‘menina da Lapa’, pelo seu estilo. TODO MUNDO tem estilo Lapa. Vai desde neguinho de cabelo loiro, sem camisa e havaiana arrebentada à playboy com cara de limpinho e futuro ator de malhação; de putas à menininhas bonitinhas, que provavelmente são amigas dos futuros atores de malhação. O lugar era o que se chama de eclético, tinha funk, samba, música eletrônica, pop. Claro que cada ritmo em uma casa diferente.

Indo embora paramos para comer um cachorro quente e começamos a comentar o que tinha no cachorro quente de lá e no de cá. Bom, eu tô acostumada a: pão; salsicha; purê de batatas; maionese; katchup, mostarda, vinagrete, milho, ervilha e batata palha. Esse é o meu completo, simples. Dai no do Rio tem: pão; salsicha; maionese; bata palha; ovo de codorna. OVO DE CODORNA. Pronto, foi debate até chegar em casa.

Tudo lá é prédio. Eu não vi casa não. A carioca disse que em outros bairros até tem. Da até vontade de bater no Manoel Carlos. Fiquei em Copacabana, passei por Ipanema, fui no Cristo, o mal tempo e os 44 reais cobrados me desanimaram de subir no Pão de Açúcar. O medo de ser roubada também me impediu de tirar muitas fotos. Não vi assalto, mas sabe como é a mania de acreditar na televisão. Ouvi muito idioma estrangeiro e percebi que o Rio de Janeiro realmente não é feito pra brasileiro. Pelo menos não os pontos turísticos: numa sorveteriaZINHA que fica onde se pega o bondinho para subir no Pão de Açúcar a bola do sorvete custava 3,60, reais, pelo menos. Tirei foto com o Carlos Drummond sentado num banquinho. Encontrei ator globar brincando com a filhinha na praia (acho que o nome dele é Otávio Müller. Sabe aquele que tem um quadro no fantástico com a Heloísa Perissê? Então, ele). Mas ainda assim, o Rio de Janeiro continua lindo, e o propósito inicial, que era reencontrar as amigas brasileiras conhecidas na Alemanha, foi alcançado, pelo menos duas delas.

O sotaque é um comentário denecessário. Todo ’s’ tem som de ‘x’ e todo ‘r’ tem som ‘rr’. Dai a gente sai do interior de São Paulo falando poRta para um lugar que se fala paulixtax. Pelo menos, eu deixei a carioca falando colheR, mas sai falando saudadex.

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Setembro 9, 2008

Eu confesso, eu sou sadomazoquista.

Desde apertão na coxa, até puxão de cabelo. Verdade.

Deixa marca e com a cabeça doendo no dia seguinte.

Outra prova do meu mazoquismo é ficar olhando meu flog de trás pra frente, sentindo saudade de gente(s), de perfumes, de sons, de lugares, de sensações. Isso acaba comigo. Antes era pior com as músicas, agora eu me acostumei, mas já acabei com noite de sábado assim: ouvindo as famosas músicas do la croque. Mas sabe o que é pior? Eu não consigo parar… eu começo a ver, a ler, a lembrar, vou ficando triste, insegura, mas não paro no meio, não, eu sofro até o fim.

E quando eu vou ver emails antigos então? Nossa… é de ficar em baixo do cobertor comendo chocolate e chorando.

Acho que é por isso que eu apago meus scraps do orkut…

Tô triste. Vou tomar banho demorado pra ver se passa.

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Piadinha machista

Setembro 8, 2008

Sabe por que é melhor namorar um chocolate?

Porque ele não discute a relação e depois do sexo, não precisa ficar abraçando a embalagem.

¬¬

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Dava filme.

Setembro 8, 2008

Foi assim: fui passar meu aniversário com dois amigos em Paris. Chegamos lá na quinta à noite e voltaríamos no domingo, dia de fato do meu aniversário.

Batemos muita perna, encontramos outros amigos e no sábado estávamos tão exaustos que as 19hs estávamos mortos nas camas do albergue. Quatro horas depois eu acordei inconformada de completar 23 anos dormindo. Tentei acordar os meus amigos, que preferiram o quarto quente e desci eu mesma, sozinha para o hall do albergue.

Cheguei meio sem graça e fui perguntar se tinha algum brasileiro. Encontrei um curitibano. Ficamos horas conversando, ele me apresentou à outras pessoas; à meia noite cantaram ‘parabéns’ e por causa da bagunça nos expulsaram. Eu e ele fomos para um bar. Mais conversa. Nos expulsaram, dessa vez porque estava tarde. Daí ficamos dando voltas nos quarteirões, já que não tínhamos mais para onde ir. Andamos até a hora que o sono e o frio permitiram. Nos despedimos, e só. No domingo, eu tinha programado um passeio pelo Louvre, ele, outra coisa qualquer, eu ia embora nesse mesmo dia. Sorte que na hora de retirar as malas do albergue, nos encontramos e trocamos e-mail. Mantivemos contato, resumidamente, eu voltei para o Brasil e ele foi tentar a sorte em londres.

Seis meses depois ele promete que vai me ligar e me liga! Uma hora no telefone. Conversa de meses sendo colocada em dia, sugestões e conselhos também. Uma semana depois disso, em uma conversa por msn, ele me pergunta:

- Quer me ver?

Eu achei que ele tinha comprado uma web cam, até que ele fala que estava em São Paulo! Vamos lá… Um cara que eu vi uma vez na vida, falei uma vez por telefone e conversava há meses pela internet estava no mesmo país que eu, no mesmo estado e queria me encontrar, por que não?!

Ele veio para minha casa, passou o fim-de-semana, disputou minha atenção entre meu avô internado e meu projeto (de na época) namorado, só para me ver.

E pra quem quiser saber se ‘rolou’, eu respondo que sim. Mas entre ele e minha irmã.

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Tentando.

Setembro 8, 2008

É, tipo assim, ó, ficou meio na cara. Fui até ameaçada de ter que pagar direitos autorais. É sempre tudo de uma pessoa só e, na maioria dos casos, quando ela pisa na bola.

Dai dia desses eu tava com 3 textos na cabeça. ‘Pô, batuta’, até surgir a tal história das vizinhas e eu emputecer tanto, a ponto de não conseguir escrever.

Ok, ok. Vamos virar o disco, por enquanto.

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Dúvida cruel.

Setembro 4, 2008

Existe amizade entre namorados e vizinhas?