
Eu descobri que eu tenho cara de rola. O nariz é o pau, as buchechas são as bolas.


Eu descobri que eu tenho cara de rola. O nariz é o pau, as buchechas são as bolas.

Sabe quando você é adolescente, está cansado do seu pai e da sua mãe e promete para si que vai sair daquela casa o mais rápido possível e vai morar sozinho, ter seu próprio canto? Pois bem, eu acho que meu namorado não passou por essa fase.
Ele divide um apartamento de dois quartos com mais três outros caras, em breve serão em 5, ao todo. E ele gosta.
Tá certo, tem uma fase da vida que é melhor viver no rock and roll, mas já foram os 4 anos de faculdade morando em república, e agora ele está no segundo ano sem faculdade, porém com trabalho, em república.
Eu juro que não entendo.
Talvez, na verdade ele nem gosta tanto assim, mas a idéia, de que agora que eu estou morando pela primeira vez em 3 anos na mesma cidade que ele, o assusta.
Outro dia eu estava conversando com uma amiga, e ela perguntou se ele ainda tinha necessidade financeira de dividir o apartamento com tantas pessoas. Eu respondi que não. O que ele não quer, é dividir um apartamento COMIGO.

Eu e meu namorado íamos para São Paulo fazer compras no sábado. No domingo eu iria para a casa da minha prima, onde moraria durante o semestre, ou seja, precisávamos de um lugar para dormir no sábado. Com, espaço, só para nós. Optamos por um motel, os dois nunca tinham ido, juntaríamos o útil ao agradável, a necessidade ao prazer. Pelo menos era essa a intenção.
Antes de sair de casa, minha vó perguntou onde dormiríamos no sábado, como não dava para mentir sobre dormir na casa de parentes, já que ela ligaria pra contar que estava chovendo, ou que não estava, falei a verdade: vó, vamos dormir em um motel.
Saímos de Limeira (onde o boyfriend morava) antes das 6 da manhã, fomos para SP. Batemos 25 de março e mais um monte de ruas do centro. Andamos, não comemos, cansamos e às 5 da tarde já tínhamos terminado. Porém, era cedo demais para o pernoite do motel. Fomos pra casa da minha outra vó que mora em Santo André, matamos o tempo, depois fomos para um motel que tinha perto da minha faculdade, e os preços eram em conta (pesquisa em site). Tinha uma fila enorme para entrar, e ia demorar duas horas para que pudéssemos usar o quarto, estávamos tão cansados que quase dormimos no carro. Decidimos pagar mais caro e fomos para outro motel.
Cena de cinema: hidro, sauna, espelho no teto, teto retratil. Quase morri sufocada na sauna, no dia seguinte descobri que o teto retratil aberto dava visão a construção de um supermercado com direito a peões de obra fazendo a laje, a hidro era boa, mas mal usamos. Estávamos tão cansados que dormimos. No dia seguinde acordei com o telefonema da minha prima, a tal onde eu moraria, me perguntando em qual ‘M’ eu estava. Sabe como é família….
Meio-dia saímos do ‘M’ totalizando 5 minutos na sauna assassina, 30 na hidro chata de encher, 2 com o teto aberto, e 10 horas de cama: 9:50 dormindo e os outros 10 minutos fazendo o que quem vai a um motel tem que fazer.