Amores antigos (presentes e futuros).

A minha primeira paixão, a pirmeira que eu lembro, foi o Aislam. Eu tinha 10 anos e ele 11. Coisa de escola. Para começar, eu adorava o nome dele. Ele era baixinho, tinha os olhos verdes, as bochechas enormes e para mim ele era lindo (desde cedo meu gosto por gordinhos). Eu lembro também que com 10 anos eu fazia um monte de planos pra gente. Eu lembro dele indo falar com meu pai; da gente, 8 anos depois, saindo de carro; passeando juntos; casando e vivendo felizes para sempre.  Poderia ter dado certo, se eu tivesse algum dia, no mínimo falado com ele. O nome dele, quem me falou, foi um amigo que era da mesma série que ele.

O que me surpreende nessa história não é a sua  ‘platonidade’, mas a utopia. Durante o fim de semana, eu vi casais de adolescentes super apaixonados, fazendo juras de amor, promessas eternas e lembrei que eu era assim, achando que fosse casar com todo namorado que tive. Cada término uma decepção, cada namorado novo um alívio por ter terminado com o ultimo. Achava tão bonita essa história de casar com o primeiro namorado, sabe, ter um homem só na vida. Hoje não me conformo como a cabeça pode ser estúpida. Imagina, dar para um homem só, não ter base de comparação, ter sido mal comida a vida inteira e nunca saber disso.

Eu tenho um namorado, eu quero casar com ele, não agora, um dia, e só quero que ele queira casar comigo, um dia também (e que não me enrole muito!), mas o fato dele não ter tido outra namorada já me encomodou. Não, Got sei danke, ele não é virgem, ele já comeu 9, ó, teve 3 projetos de quase namoro, mas nada muito efetivo, assim, só eu. Depois eu me satisfiz com o fato dele não ter muita experiência com namoro. É bom não ter nenhum fantasma tão presente, até porque mesmo sem ex-namoradas já tem fantasma demais. Às vezes enche o saco ter que ‘ensinar’ tudo, por outro lado é muito bom aprender com ele e ir moldando um namoro do nosso jeito. Se a gente não casar, muito provavelmente, o próximo namorado vai me fazer ver o término como alívio, assim como foi com os outros e assim, a vida continua.

Outra paixão que eu lembrei esses dias foi a que eu tive por um amigo. Lembrei dele porque achei o número dele na agenda do meu trabalho. Longe de ser ainda apaixonada por ele, não é isso, é que ele era um amigo, virou paixão, foi um caso, acabou sem ninguém nunca ter terminado e a amizade foi junto. Dai vem aquela coisa de ‘amor mal resolvido’ e, bem sabe Arnaldo Jabour que isso é uma merda. Daí deu saudade, não dele como romance, muito menos do beijo, blé, mas de sentar e conversar, dos carinhos dispensados por uma amizade.

Mas eu tô bem, feliz com um amor presente, que foi do passado e pode ser futuro, mas isso é conversa para outro post.

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