Mavericks, baile-de-favela

A minha data predileta no ano é o carnaval e quando falaram que a Copa América de flag que disputaríamos no México pegaria o feriado, eu quase desisti de participar. Provavelmente meu carnaval teria sido ótimo, como foi em todos os outros anos, mas eu teria errado feio, errado rude!

O Gian, que tem dois pés na realidade, pediu para eu aproveitar a viagem, mas não esperar vencer o torneio, afinal, o time estava cheio de novatas e jogaríamos em condições bem distintas das que estávamos acostumadas. Bem, ele acertou quando disse que não venceríamos, mas aposto que não contava com um vice campeonato!

Minha expectativa pré-viagem era que o nosso time voltasse muito mais unido. Teve briga, teve choro, teve lavação de roupa suja. Mas teve também muita risada, muito companheirismo e muito cuidado com todos à nossa volta. Gente que eu achava que não gostava, ou que eu nem ia muito com a cara, ou que simplesmente não fedia nem cheirava já está me fazendo falta, e olha que eu tô em terras brasilis há 12 horas. A união pretendida ultrapassou o time feminino e interagimos muito com o nosso time masculino que sempre estava na side line com água, pra fazer sombra pré jogo, pra comemorar as “tipadas” e interceptações e pra atrapalhar os snaps dos times adversários, enquanto cantavam: la la la la He-Man!

Nossos coachs foram sensacionais. Principalmente da defesa, que eu faço parte. As palavras dele antes do último jogo ainda me dão nó na garganta. Eu tenho dois meses de time e foi muito treino. Estou longe de estar 100%, mas eu tenho certeza que se continuarmos juntos, vamos longe!

Eu achava que em clima de campeonato as equipes se detestavam e não se falavam. Mas né, a vida é feita de achismos que não fazem sentido: logo no primeiro dia de disputa nossa torcida já estava dançando funk com outro time do Brasil e no dia do último jogo do nosso masculino, rolou uma “festa” épica, inclusive com a equipe que eles jogaram contra naquele dia, com muita risada, danças esquisitas e tequila, é claro. No nosso último jogo as meninas que perderam da gente na partida anterior, continuaram na beira do campo nos apoiando, incentivando e pedindo garra contra as próximas adversárias!

Enfim, eu cheguei querendo ir embora, mas vim embora sabendo que sentiria falta dos 12 dias que passei lá. O que acontece em Vegas pode até ficar em Vegas, mas o que tivemos no México deve voltar para o Brasil e continuar pela vida toda!

E se o campeonato do ano que vem cair no carnaval, contem comigo. Aliás, contem sempre comigo!

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