Bacalhau

Numa dessas rodas clichês de amigos que começam a contar seus primeiros porres, seus piores porres, seus maiores micos por causa de bebida, o que não conseguem mais beber e assim por diante, eu comecei a perceber que cada bebida tinha um efeito diferente no meu organismo.

Vodka 

Assim como para a maioria das pessoas que eu conheço, beber vodka significa lembrar muito pouco do dia anterior, ou quase nada, ou nada. Eu acho que as marcas desse tipo de bebida podiam apostar no jargão “se eu não lembro, eu não fiz”. A Smirnoff que tá numa fase sincerona dessas de “um brinde pela vida real” escreveria: você pode até não lembrar, mas você fez e alguém deve ter filmado.

Eu bebia com qualquer coisa muito doce. Fanta, Coca, mas o preferido era Shweppes ❤ . Parei de beber no dia que minha mãe teve que me contar como eu cheguei no quarto e pelo o que ela descreveu, não foi bonito. Talvez ela estivesse mentindo pra me assustar, mas como eu não tenho a mínima ideia do que aconteceu, só pude acreditar.

Whisky 

Eu não gostava muito de whisky, então, torcia o nariz quando me ofereciam. Até esse ano. Esse ano apareceram com uma garrafa de Jack Daniels Honey. Se você não bebeu, não beba. É tipo a Nutella na fila do pão. Você vai gostar e vai querer mais. Você não precisa disso na sua vida.

Para mim foi uma máquina do tempo. Tava lá de boas achando que era duas horas da manhã, de repente sumiu todo mundo e ploft, olhei no relógio e já era 6h, ligada nos 220. No dia que eu fui na balada ruim a cerveja acabou às 2:30, eu tava reclamando, mas comecei a beber o whisky dos amigos e pronto, cheguei em casa 4:30.

Vinho 

A dois é a bebida do amor. Com amigos é a bebida das tretas bestas. Depois de cinco garrafas eu pulava na sala com o livro do Kotler na mão, discutindo com um controller sobre como preços eram formados. Esse cara e a esposa dele, eu e o Gian nunca mais bebemos vinho juntos.

Cerveja

Eu adoro cerveja. Eu morei na Alemanha e acho que por isso eu gosto muito de cerveja.

Com cerveja eu acho que é de boas inserir assuntos polêmicos no meio de uma conversa normal ou fazer interrogatórios. Tô lá falando sobre bacalhau e tam dam, pergunto se um amigo é gay. Pedi desculpas no dia seguinte.

Ou tô lá, falando sobre bacalhau e pá, interrogo um amigo que começou a namorar. Afinal, por que ele está com aquela pessoa? Pedi desculpas um ano depois.

Na última, eu me achei a blogueira famosa e entrevistei pessoas em uma balada, perguntando o que elas estavam achando da inauguração da casa, para um post (que eu ainda pretendo fazer).

Tequila

Eu adorava tequila. Até o dia que eu bebi e fiz cocô na calça. Fim.

***
PS1: me chamando pra beber, é importante estar ciente das consequências.
PS2: nunca mais me chamaram pra beber tequila.

 

 

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