O que aprendi na terapia

1- que essa minha história de ser sincera e falar o que penso/sinto funciona como uma uma porta de vidro: da mesma forma que me protege, me expõe.
Às vezes dou uma escorregada, a língua é mais rápida do que a cabeça, enviei algumas pessoas para lugares inóspitos, mas é aprendizado. Afinal….

2-…ninguém muda por decreto.
Sabe isso de “a partir de segunda eu não como mais chocolate”, ou “eu nunca mais vou discutir política com gente burra”?  Mudanças radicais e repentinas geralmente não funcionam. Hábitos de uma vida são muito difíceis de mudar do dia pra noite. Tem quem consiga e se você é um desses, parafraseio o grande mestre Wesley Safadão  e “palmas pra você! Você merece o título de pior mulher do mundo“. Mas comigo e pra maioria dos terráqueos é gradativo. Um passo de cada vez. Por isso…

3- …não se cobre demais, repeite o seu tempo e tenha uma fala amorosa e compreensiva com você.
Tipo: eu saí da dieta de novo, comi um big tasty (true story). WHAT’S WRONG WITH ME!!!! Calma gata. Se desesperar não vai eliminar o lanche do seu corpo, pelo contrário. Se não te fez bem, vai te ajudar a pensar melhor da próxima e bora lá. O que não significa que você não precisa criar…

4- …autorresponsabilidade.
Parece até besta de falar, mas veja só, a responsabilidade das suas decisões é sua. A culpa não é do bolo que sua mãe fez, nem da sua mãe que fez o bolo. Nem do fulaninho que te chamou no whastapp e você não conseguiu cortar. Nem daquele último episódio da temporada de uma série que te prendeu e atrasou o seu trabalho. Tudo foi escolha S.U.A.

Por fim, e não menos importante…

5- …você não consegue controlar os outros.
Muitas vezes nas minhas sessões de análise eu começava minha história contando dos outros. A primeira vez que eu ouvi: a gente está aqui para falar dos seus motivos, não os da sua mãe (gato, cachorro, Gian, namoradinho de infância), foi um tapa na cara necessário. Tentar entender porque alguém teve alguma atitude em vez de outra, só nos leva para o mar dos “e se”. Eu posso tentar entender o que tal ação causou em mim, empaticamente, posso até me colocar no lugar do outro. Mas não consigo controlar os outros e tentar fazê-lo só vai me custar mais sessões de terapia!

Agora só falta botar em prática!

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2 comentários

  1. Li esse post hoje de manhã, e estou desde então pensando o que eu aprendi na terapia. Tem algumas coisas em comum, tipo essa de controlar os outros e tal. Mas meu principal aprendizado foi respeitar o tempo dos outros. Eu sou uma pessoa muito prática, e espero que todo mundo seja assim, e né… Nem sempre. Estou na terapia vai fazer um ano, tem me feito um bem absurdo.

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