All we need’s love

pam param pam

A menina que era amada de mais

E ouvindo a história de uma amiga, lembrei do poema Quadrilha de Carlos Drummond de Andrade.

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Essa é a minha versão dos fatos século XXI

A menina que era amada de mais

João amava Teresa, Raimundo amava Teresa, Joaquim amava Teresa, que amava alguém, que também amava Teresa.
Acontece que Maria amava Joaquim. E mais alguém nessa história devia amar João e Raimundo.
Conclusão: se organizasse direitinho, todo mundo transava!

GOLDEN EM APARTAMENTO

Foi exatamente com a frase do título acima que eu comecei a pesquisar se era possível ter um cachorro da raça Golden Retriever em apartamento.
De acordo com as pesquisas no nosso bom e velho oráculo google, era, porém, tinha que se estar disposto a ter pelos na casa toda, abrir mão da organização nível TOC, dedicar muita atenção para o período que se permanecia em casa e organizar caminhadas diárias. Mais do que uma por dia, de preferência, no mínimo meia hora por passeio.

Fácil, pensei eu, afinal: 1. para a queda de pelos, bastava escovar duas vezes por semana; 2. eu nunca fui organizada; 3. se eu vou pegar um cachorro é para dedicar tempo a ele; 4. passear com ele é a única forma de sairmos de casa.

RISOS.

Embora a Lola sempre tenha sido a coisa mais fofa do mundo: 1. ela não se deixa ser escovada sempre que queremos, e mesmo assim, a quantidade de pelos que ela solta diariamente é suficiente para fazer outro cachorro da mesma raça; 2. da vergonha receber amigos em casa com os sofás cobertos de lençóis e as paredes cheias de marcas de pata; 3. não existem mais longos happy hours. Eu sempre volto antes ou chego depois para poder ficar com a Lola mais tempo. Além disso, não existe mais a ideia de sentar e assistir televisão simplesmente. Nesse tempo, eu estou no mínimo fazendo carinho nela, do braço chegar a cansar; 4. passear com ela inclui dias chuvosos, calor extremo, ou péssimo dia no trabalho, ou dor de cabeça, ou cólica, ou cansaço, ou só preguiça.

Mas dai, os amigos que tentaram me aconselhar a não pegar na época devem pensar “eu te avisei” e no mesmo pensamento eu respondo “ainda bem que eu não te ouvi”.

Em uma viagem que fizemos sem ela, descobrimos fotos da Lola bebê na câmera, e olhávamos de vez em quando finalizando com um suspiro de saudade. A gente chega todos os dias e tem festa. Às vezes, ela só tem a necessidade de estar ao seu lado e não tem nada mais reconfortante. A gente ri quando ela assiste televisão, deita do lado quando ela tá doente, fica feliz quando ela aprende um truque novo. Nos preocupamos se ela comeu, analisamos textura de cocô ou se o cheiro do xixi está mais forte.

A verdade é que os problemas e o trabalho que dá, são muito mais fáceis de numerar do que a contrapartida, que é subjetiva.
A única coisa que eu consigo responder, é que a Lola é fofa de mais!

45 dias.

assim que chegou em casa!

mel dels, ondesse mundo vai parar.

Sabe o que eu percebi hoje?!

Que as pessoas que eu chamo de ‘amigas’, 99% eu só falo por msn, orkut e email.

Parte delas, eu nem conheci pessoalmente. As que eu conheço pessoalmente, moram em outras cidades, a que ta mais perto, é a que menos vejo.

Carência tem que ser cuidada na frente de um computador e que Deus me ajude o dia que eu precisar de um abraço. Dai a gente vai se virando com machadão e toddy quente. Ainda bem que para a próxima TPM falta um mês.

Mas quer saber? Tô reclamando disso não, adoro essas pessoas de longe, só queria que elas estivessem mais perto.

Dava filme.

Foi assim: fui passar meu aniversário com dois amigos em Paris. Chegamos lá na quinta à noite e voltaríamos no domingo, dia de fato do meu aniversário.

Batemos muita perna, encontramos outros amigos e no sábado estávamos tão exaustos que as 19hs estávamos mortos nas camas do albergue. Quatro horas depois eu acordei inconformada de completar 23 anos dormindo. Tentei acordar os meus amigos, que preferiram o quarto quente e desci eu mesma, sozinha para o hall do albergue.

Cheguei meio sem graça e fui perguntar se tinha algum brasileiro. Encontrei um curitibano. Ficamos horas conversando, ele me apresentou à outras pessoas; à meia noite cantaram ‘parabéns’ e por causa da bagunça nos expulsaram. Eu e ele fomos para um bar. Mais conversa. Nos expulsaram, dessa vez porque estava tarde. Daí ficamos dando voltas nos quarteirões, já que não tínhamos mais para onde ir. Andamos até a hora que o sono e o frio permitiram. Nos despedimos, e só. No domingo, eu tinha programado um passeio pelo Louvre, ele, outra coisa qualquer, eu ia embora nesse mesmo dia. Sorte que na hora de retirar as malas do albergue, nos encontramos e trocamos e-mail. Mantivemos contato, resumidamente, eu voltei para o Brasil e ele foi tentar a sorte em londres.

Seis meses depois ele promete que vai me ligar e me liga! Uma hora no telefone. Conversa de meses sendo colocada em dia, sugestões e conselhos também. Uma semana depois disso, em uma conversa por msn, ele me pergunta:

– Quer me ver?

Eu achei que ele tinha comprado uma web cam, até que ele fala que estava em São Paulo! Vamos lá… Um cara que eu vi uma vez na vida, falei uma vez por telefone e conversava há meses pela internet estava no mesmo país que eu, no mesmo estado e queria me encontrar, por que não?!

Ele veio para minha casa, passou o fim-de-semana, disputou minha atenção entre meu avô internado e meu projeto (de na época) namorado, só para me ver.

E pra quem quiser saber se ‘rolou’, eu respondo que sim. Mas entre ele e minha irmã.

Amores (im)possíveis.

Meu primeiro amor platônico foi pelo Kevin dos Backstreet Boys. Eu gastava o dinheiro do lanche da escola comprando revistas dele. Eu passava horas dos meus dias vendo os clips. Eu arrastava amigas comigo. Eu decorava data de nascimento, cor favotira, prato predileto, encontro ideal, como se um dia fosse participar de um concurso, em que a vencedora, levava ele de presente. Pfff, na época, acho que ele tinha 33 anos e eu 12… além da ilusão, onde eu tava com a cabeça para me apaixonar por um cara de 33 anos que fazia biquinho no refrão pra cantar ‘uuuuu’ para adolescentes, ou pior, para gente idiota da minha idade?!

Sem contar que eu fantasiava nossos encontros, e mais, tinha certeza que minha primeira vez, ia ser com ele. Nesse caso, infelizmente que não foi.

Durou um ano e meio, depois eu vendi minha pequena relíquia de duas pastas e 3 VHS’s e até que rendeu uma graninha.

Quando eu escuto as músicas deles, que aleatóriamente tocam em uma loja de departamento, ainda sinto um orhulho de, tantos anos depois lembrar da letra e melhor, saber o que ela significa, afinal, graças a BSB e Spice Girls, surgiu o meu inglês.

Se houvesse um show deles hoje, eu ia, e com faixa na cabeça escrito ‘Backstreet Boys I Love U’.

Domingo de madrugada, 24 de agosto de 2008. Final masculina de volei nas Olimpíadas de Pequim, Brasil x Estados Unidos. Minha nova paixão platônica: Gustavo. Eu dava fácil. Sérião. Vou fazer a minha ‘clausúla do elevador’ com ressalva no Gustavo (se um dia o elevador travar estando eu e o Gustavo dentro e o resgate levar mais de 30 minutos para chegar, a traição é ignorada – salve Luís Fernando Veríssimo).

Enquanto meu namorado xinga o juíz, eu escrevo. Dormir tá difícil, eu não tô num elevador e pra mim, pensamento também é traição!

Amores antigos (presentes e futuros).

A minha primeira paixão, a pirmeira que eu lembro, foi o Aislam. Eu tinha 10 anos e ele 11. Coisa de escola. Para começar, eu adorava o nome dele. Ele era baixinho, tinha os olhos verdes, as bochechas enormes e para mim ele era lindo (desde cedo meu gosto por gordinhos). Eu lembro também que com 10 anos eu fazia um monte de planos pra gente. Eu lembro dele indo falar com meu pai; da gente, 8 anos depois, saindo de carro; passeando juntos; casando e vivendo felizes para sempre.  Poderia ter dado certo, se eu tivesse algum dia, no mínimo falado com ele. O nome dele, quem me falou, foi um amigo que era da mesma série que ele.

O que me surpreende nessa história não é a sua  ‘platonidade’, mas a utopia. Durante o fim de semana, eu vi casais de adolescentes super apaixonados, fazendo juras de amor, promessas eternas e lembrei que eu era assim, achando que fosse casar com todo namorado que tive. Cada término uma decepção, cada namorado novo um alívio por ter terminado com o ultimo. Achava tão bonita essa história de casar com o primeiro namorado, sabe, ter um homem só na vida. Hoje não me conformo como a cabeça pode ser estúpida. Imagina, dar para um homem só, não ter base de comparação, ter sido mal comida a vida inteira e nunca saber disso.

Eu tenho um namorado, eu quero casar com ele, não agora, um dia, e só quero que ele queira casar comigo, um dia também (e que não me enrole muito!), mas o fato dele não ter tido outra namorada já me encomodou. Não, Got sei danke, ele não é virgem, ele já comeu 9, ó, teve 3 projetos de quase namoro, mas nada muito efetivo, assim, só eu. Depois eu me satisfiz com o fato dele não ter muita experiência com namoro. É bom não ter nenhum fantasma tão presente, até porque mesmo sem ex-namoradas já tem fantasma demais. Às vezes enche o saco ter que ‘ensinar’ tudo, por outro lado é muito bom aprender com ele e ir moldando um namoro do nosso jeito. Se a gente não casar, muito provavelmente, o próximo namorado vai me fazer ver o término como alívio, assim como foi com os outros e assim, a vida continua.

Outra paixão que eu lembrei esses dias foi a que eu tive por um amigo. Lembrei dele porque achei o número dele na agenda do meu trabalho. Longe de ser ainda apaixonada por ele, não é isso, é que ele era um amigo, virou paixão, foi um caso, acabou sem ninguém nunca ter terminado e a amizade foi junto. Dai vem aquela coisa de ‘amor mal resolvido’ e, bem sabe Arnaldo Jabour que isso é uma merda. Daí deu saudade, não dele como romance, muito menos do beijo, blé, mas de sentar e conversar, dos carinhos dispensados por uma amizade.

Mas eu tô bem, feliz com um amor presente, que foi do passado e pode ser futuro, mas isso é conversa para outro post.